Criar a página é só o primeiro passo. Sem divulgação, ninguém doa. As redes sociais são o canal mais eficiente, e cada uma exige um jeito diferente de falar, sempre dentro do que a Resolução TSE 23.610/2019 (atualizada para 2026 pela Resolução TSE 23.755/2026) permite. Se ainda não tem campanha, crie a sua agora.
O que pode e o que não pode
A propaganda eleitoral em redes sociais é regulada pela Resolução TSE 23.610/2019 (atualizada pela Resolução TSE 23.755/2026) e pelo art. 57-A e seguintes da Lei 9.504/97. Em resumo: você pode postar conteúdo próprio em perfis seus ou da campanha, e o impulsionamento pago de conteúdo eleitoral é mais restrito: Meta (Facebook e Instagram) mantém a opção, com identificação obrigatória de propaganda eleitoral. Já Google, TikTok e X optaram por proibir propaganda eleitoral paga no Brasil.
Disparo em massa para desconhecidos pelo WhatsApp é vedado e pode gerar processo. O uso de dados de eleitores também precisa respeitar a LGPD (Lei 13.709/2018).
WhatsApp: o canal número um
No Brasil, o WhatsApp converte mais que qualquer rede social em campanha. Coloque o link da vaquinha no seu status, mande mensagem direta para sua rede com um pedido específico (não corrente massiva), e crie grupos de apoiadores engajados.
A QueroApoiar oferece um link de doação que abre direto no WhatsApp do candidato (taxa adicional de R$ 1 por doação). É o canal mais natural para apoiador que não tem o hábito de clicar em link de rede social.
Evite disparo em massa para desconhecidos: além de gerar bloqueios, configura propaganda irregular pelo art. 57-B, §5º da Lei 9.504/97 e pode resultar em multa.
Instagram: imagem, vídeo e story
Use o link na bio. Faça posts no feed mostrando sua trajetória, propostas e bastidores. Use stories diários: progresso da meta, agradecimentos, calls para mutirões. Reels curtos com sua história ou propostas tendem a viralizar mais que post estático.
TikTok: alcance orgânico bruto
Se você consegue produzir vídeo curto autêntico, TikTok ainda entrega muito alcance orgânico. Funciona melhor para candidatos novos, com discurso fresco. Não tente ser viral a qualquer custo: autenticidade vence.
Facebook: ainda é forte fora dos grandes centros
Em cidades pequenas e no interior, Facebook continua sendo onde sua base está. Use grupos da cidade, marketplace local, eventos. Posts longos contando sua história performam bem.
YouTube: para ranquear no Google
Vídeo longo no YouTube com seu nome no título e descrição faz você aparecer quando alguém pesquisa por você. Não precisa de produção cara: celular e luz natural já bastam.
Pixel Meta e Google Ads: remarketing salva conversão
A maior parte de quem visita sua página de doação não doa na primeira visita. A QueroApoiar permite que você instale o Pixel da Meta (Facebook/Instagram) e a tag do Google Ads na página, transformando todo visitante em público de remarketing.
Você impacta de novo essa pessoa com anúncio segmentado, e ela tem uma segunda chance de doar. É um dos canais mais rentáveis em campanha digital.
Toda propaganda paga em redes precisa ser identificada como propaganda eleitoral, com indicação clara do candidato (art. 57-C da Lei 9.504/97). O gasto entra na prestação de contas.
Use um domínio personalizado
Em vez de divulgar queroapoiar.com.br/seu-nome, você pode conectar um domínio próprio (www.seunome.com.br) e ter um link curto, profissional e fácil de lembrar. Faz diferença em material impresso, carro de som e em conversa direta.
O que postar em cada canal
- Sua história de vida e por que se candidatou
- Propostas concretas, com exemplos reais
- Progresso da meta da vaquinha
- Agradecimentos públicos a quem doou (com permissão)
- Bastidores: equipe, eventos, panfletagem
- Respostas a dúvidas comuns dos eleitores
Frequência e ritmo
Não suma. Postar 3 a 5 vezes por semana em cada rede principal já mantém presença. Em períodos de mutirão, intensifique. Quem some por uma semana some da cabeça do eleitor.



