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Como contar a história da sua candidatura para emocionar doadores

Como contar a história da sua candidatura para emocionar doadores

Doador não doa para projeto, doa para pessoa. E pessoa se conecta com pessoa através de história. Aqui está como construir a sua sem soar falso ou panfletário.

Comece pelo motivo, não pelo cargo

"Sou candidato a vereador" é uma informação seca. "Cresci num bairro onde a escola pública não tinha biblioteca, e isso não pode continuar para os meus filhos" é uma história. Comece sempre pelo segundo.

Seja específico, não genérico

Genérico não emociona. Concreto sim.

  • Genérico: "vou lutar pela educação"
  • Concreto: "vou lutar para cada escola da nossa cidade ter biblioteca aberta no contraturno, como a do bairro X que mudou minha vida"

Mostre vulnerabilidade, não perfeição

Candidato perfeito não existe e ninguém confia. Conta o erro que você cometeu, a dúvida que você tem, o medo que vem com candidatura. Vulnerabilidade autêntica gera proximidade.

Tenha 3 versões da sua história

Todas precisam ter a mesma essência: por que você, por que agora, por que isso importa. Na sua página da QueroApoiar, dá para incluir vídeo de apresentação direto do YouTube ou Vimeo, descrição completa e fotos da campanha. Use os três formatos no mesmo lugar.

  • A versão de 30 segundos (para vídeo curto)
  • A versão de 2 minutos (para vídeo institucional)
  • A versão completa (para texto da página, entrevistas, reuniões)

Use nomes e lugares de verdade

"Conheci a dona Maria, da rua Paissandu, que trabalha como cuidadora há 30 anos sem nunca ter conseguido se aposentar". Nomes e endereços reais (com permissão expressa, conforme a LGPD) tornam a história palpável.

Termine com convite, não com pedido

Não termine "por isso preciso da sua doação". Termine "se você acredita nessa causa, junte-se a mim". Convite gera comunidade. Pedido gera caridade.

Atenção à veracidade

História boa é história verdadeira. Inventar fato ou distorcer dado público pode configurar propaganda enganosa, vedada pelo art. 323 do Código Eleitoral, e gerar pedido de retirada de conteúdo, multa e até cassação. Storytelling é amplificar o real, não criar ficção.

Conte a história várias vezes, de jeitos diferentes

Você não vai cansar a sua audiência. Cada vez que você conta sua história, está atingindo gente nova. E gente que já ouviu pode ouvir de novo, com outro ângulo, e doar de novo.

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