Madu Krasny
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Madu Krasny é uma jovem negra e travesti que cresceu na Chaparral, na divisa entre Taguatinga e Ceilândia. Criada por mãe solo a partir dos 9 anos, ela sentiu cedo o que é o "corre" da vida: aos 12 anos já trabalhava em festas infantis e, aos 16, passou pelo Bob’s e pelo McDonald’s. Foi nessa época que percebeu que a educação e a luta seriam suas principais ferramentas para mudar de realidade.
Na escola, no CEd 05 de Taguatinga, Madu se destacou tanto que representou o DF em concursos nacionais de redação. O resultado de tanto foco veio logo depois: ela foi a primeira da sua família a entrar na Universidade de Brasília, onde se formou em Português – Licenciatura.
Dentro da Universidade, ela não ficou parada e trabalhou para melhorar a vida dos estudantes. Ajudou a garantir o direito ao uso do nome social, a reserva de vagas de estágio para quem mais precisa: negros, indígenas, LGBT+ e mães solo, e a implementação do auxílio-creche para que as mães pudessem continuar estudando.
Hoje, Madu mora no Varjão e vive a realidade da cidade: usa o transporte público todos os dias e faz sua terapia hormonal pelo SUS, no ambulatório trans. Ela acredita que a juventude precisa de mais espaços nas comunidades para se desenvolver e criar oportunidades.
Com a bagagem de sete anos trabalhando como assessora parlamentar da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, Madu quer ser a primeira parlamentar trans do DF. Ela é o nome escolhido pelo ministro Guilherme Boulos e pela deputada Erika Hilton para representar, no Distrito Federal, uma nova geração da política que nasce na periferia e ocupa os espaços de decisão.