Jefferson Zanetti

Meu nome é Jefferson Zanetti.
Nasci em Colatina, cresci vendo de perto o que ninguém quer ver: calçadas que excluem, escolas que ignoram, cidades que não foram feitas para todos.
Aos 15 anos, uma doença genética apagou minha visão. A mesma doença que atingiu meus dois irmãos.
Naquele momento, o mundo esperava que eu recuasse.
Eu não recuei.
O que ninguém me contou sobre ser invisível
Quando você perde a visão, descobre algo que a maioria das pessoas nunca vai entender:
A barreira mais cruel não é a que você não enxerga.
É a que as pessoas constroem ao redor de você.
São as portas que não se abrem. As oportunidades que nunca chegam. O silêncio de quem deveria falar por você — e prefere fingir que o problema não existe.
Aprendi isso na escola. Aprendi isso no mercado de trabalho. Aprendi isso em cada calçada quebrada, em cada formulário inacessível, em cada reunião onde a minha presença parecia incomodar.
Mas aprendi também com a pessoa que mais admiro na vida.
A mulher que lutava antes de todo mundo
Minha avó materna começou a lutar por acessibilidade e inclusão numa época em que quase ninguém sabia o significado dessas palavras.
Ela reuniu pessoas com deficiência visual. Mobilizou famílias. Construiu caminhos onde não existia nenhum.
E assim como acontece com muitos pioneiros — sua história foi sendo esquecida.
Cresci vendo essa luta de perto.
Vi as dificuldades. Vi as barreiras. Vi a exclusão.
E também vi a coragem de quem se recusou a desistir.
Foi observando ela que aprendi a coisa mais importante que alguém pode aprender:
Reclamar não transforma a realidade. O que transforma a realidade é agir.
Então eu agi.
Trabalhei ao lado do meu pai na construção civil enquanto cursava a faculdade. Empreendi por 12 anos no setor de eventos. Formei-me em Ciências Biológicas. Especializei-me em Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado.
Construí uma vida que as pessoas diziam que seria impossível para alguém sem visão.
E em cada passo, eu entendia mais profundamente o que estava errado — e o que precisava mudar.
Acessibilidade que ainda é favor, não direito. Crianças com deficiência que chegam na escola e encontram uma porta fechada por dentro. Cidades planejadas como se cadeiras de rodas, bengalas e muletas não existissem.
Isso não é descuido.
É omissão. E omissão tem nome e endereço.
Por que estou pedindo a sua ajuda hoje
Decidi ser candidato a Deputado Estadual pelo Espírito Santo porque percebi que gritar do lado de fora não resolve.
Preciso estar dentro.
Mas aqui está o problema real:
Candidaturas como a minha não têm padrinho político. Não têm financiador corporativo. Não têm grupo de poder por trás sussurrando "te apoio se você me apoiar depois."
O que eu tenho é história. Propósito. E pessoas que acreditam que a política pode — e precisa — representar gente real.
Estamos a menos de 45 dias das convenções partidárias.
Esta é a janela. Não tem outra.
É agora que uma pré-campanha se torna visível — ou desaparece em silêncio, como desapareceram tantas vozes que o sistema preferiu ignorar.
O que a sua doação vai fazer na prática
Não vou te pedir dinheiro para banquete de campanha.
Não tenho escritório de luxo. Não tenho assessoria de imagem milionária.
Tenho uma picape com painel de LED, um sistema de som e a estrada do interior do Espírito Santo.
Sua contribuição vai direto para o que importa:
Levar a mensagem às cidades do Norte e Noroeste do ES que raramente veem um candidato que fala por elas. Produzir conteúdo que denuncia o que precisa ser denunciado — e propõe o que precisa ser proposto. Manter a roda girando nos próximos 45 dias decisivos.
R$ 30 impulsiona um vídeo de denúncia que pode alcançar milhares de pessoas. R$ 50 cobre o combustível para chegar a uma cidade que precisa ouvir essa mensagem. R$ 100 financia um dia inteiro de produção de conteúdo. R$ 200 mantém a campanha ativa por uma semana completa. R$ 500 viabiliza uma rota completa pelo interior do estado.
Cada real conta. Literalmente.
Isto não é sobre mim
Vou ser direto com você:
Se eu fosse só mais um candidato buscando um cargo, não estaria pedindo sua ajuda desta forma.
Estou pedindo porque cada pessoa com deficiência que não tem representação perde. Cada criança que entra numa escola sem suporte especializado perde. Cada cidadão que não consegue atravessar uma calçada com dignidade perde.
Você pode não ter deficiência. Pode nunca ter precisado de uma rampa ou de um material em Braille.
Mas você conhece alguém que precisou.
Ou vai precisar.
E quando esse dia chegar, você vai querer que alguém tenha lutado por isso antes.
Eu sou esse alguém. Mas preciso chegar lá.
Uma última coisa antes de você decidir
Minha avó lutou por décadas e sua história foi esquecida.
Não porque ela falhou. Mas porque as estruturas que deveriam preservar e ampliar esse legado não existiam.
Estou construindo essas estruturas agora.
Com ou sem visão, enxergo com clareza o caminho que precisa ser percorrido.
E sei que nenhum caminho se percorre sozinho.
Se você acredita que a política precisa voltar a representar pessoas reais — contribua.
Se você acredita que acessibilidade, educação inclusiva e mobilidade urbana não são pautas menores — contribua.
Se você acredita que uma voz nascida da experiência vale mais do que uma voz comprada pelo poder — contribua.
Juntos, chegamos mais longe.
Não metaforicamente.
Literalmente.
Jefferson Zanetti Pré-candidato a Deputado Estadual — Espírito Santo Partido Missão | Colatina, ES
"A maior deficiência que existe não está no corpo. Está na falta de oportunidade."
Como penso
Onde eu me posiciono nos temas que você se importa.