Inácio Sperber

Tenho 25 anos, sou professor de Arte, pesquisador em Educação e ativista dos direitos humanos. Sou catarinense, nasci em Blumenau, cresci na comunidade do Alto-Baú, em Ilhota, e minha história foi profundamente marcada pelas enchentes de 2008. Aos oito anos, me tornei um refugiado climático. Fui resgatado de helicóptero da comunidade onde vivia e permaneci, junto com minha família, por três meses em abrigos públicos. Essa experiência me ensinou, desde muito cedo, que as políticas públicas podem significar a diferença entre o abandono e a dignidade.
Foi pela educação que comecei a transformar essa realidade. Em 2017 ingressei na Licenciatura em Artes Visuais da FURB, concluída em 2020. Na sequência, cursei o Mestrado em Educação e hoje estou no último semestre do Doutorado em Educação, também pela FURB, pesquisando a educação estética e os processos de autoria em coletivos de arte.
Durante a universidade, descobri que ensinar e pesquisar também significava lutar. Presidi o Centro Acadêmico de Artes (CEARTE) entre 2018 e 2019, participando da mobilização estudantil em defesa da educação pública e contra os cortes promovidos pelo governo federal naquele período. Em 2020, filiei-me ao PSOL por acreditar que essa luta também precisava acontecer na política institucional.
Desde então, minha atuação se ampliou. Sou integrante do Coletivo COLMEIA desde 2017 e coordeno, desde 2022, o Grupo de Trabalho de Educação. Atuei por dois mandatos no Conselho Municipal de Política Cultural de Blumenau, onde fui eleito vice-presidente e, posteriormente, presidente em exercício. Também sou vice-presidente do Instituto Mães do Amor em Defesa da Diversidade, represento o segmento LGBTI+ no Conselho Municipal de Juventude de Blumenau e exerço a função de secretário-geral da Associação de Arte-Educadores de Santa Catarina (AAESC).
Como professor de Arte, vivo diariamente a realidade da classe trabalhadora, das escolas, das famílias e dos estudantes. Como pesquisador, acredito na educação como instrumento de transformação social. Como ativista, defendo a cultura, os direitos humanos, a democracia, os direitos da população LGBTI+, da juventude e de todas as pessoas que historicamente tiveram seus direitos negados.
Minha candidatura nasce dessa trajetória. Quero levar para a Câmara dos Deputados a experiência de quem conhece a escola, fortalece a cultura, participa dos movimentos sociais e acredita que a política deve ser construída com diálogo, participação popular e compromisso com a justiça social. Quero representar uma Santa Catarina de todas as pessoas.
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