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Hertz Dias

Pré-candidato a Presidente PSTU
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Hertz Dias, pré-candidato à Presidência da República pelo PSTU, é ativista do movimento negro, se engajou desde muito jovem ao hip-hop, sendo um dos fundadores do Movimento Quilombo Urbano no Maranhão, movimento que une cultura, hip-hop e luta direta contra o racismo, por moradia e por direitos. É rapper do grupo Gíria Vermelha e professor de História da rede pública, unindo sua trajetória do rap à luta da classe trabalhadora, em especial os trabalhadores da Educação. Sempre esteve ao lado da classe operária em suas batalhas, defendendo a luta unificada dos trabalhadores com negras e negros, mulheres, LGBTI, povos originários, quilombolas e ribeirinhos. Foi candidato a vice-presidente da República em 2018, na chapa com Vera Lúcia.

Junto ao anúncio da pré-candidatura, o partido divulgou o manifesto “Por uma alternativa para romper as engrenagens do sistema capitalista”, no qual pontua que “o Brasil é um país rico, mas governado contra seu povo” e que “a riqueza produzida pela classe trabalhadora não é utilizada para garantir salários dignos, serviços públicos de qualidade, futuro para a juventude ou desenvolvimento do país”.

O Manifesto apresenta um conjunto de medidas a favor da classe trabalhadora como o fim da escala 6x1, sem redução de salários e direitos; aumento geral dos salários, rumo ao mínimo do Dieese; revogação das reformas Trabalhista e Previdenciária; isenção do Imposto de Renda para assalariados, com tabela atualizada de verdade; direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores de aplicativos.

A sua pré-candidatura também defende: reforma agrária; titulação de todas as terras indígenas e quilombolas; a não à exploração do petróleo da Margem Equatorial; a não privatização das hidrovias nos rios da Amazônia; fim da devastação ambiental; desmilitarização da Polícia Militar, por uma força de segurança única, civil, controlada diretamente pela população; descriminalização das drogas, atacando o motor financeiro das milícias, das facções e da repressão racista; impulsionar a auto-organização e a autodefesa da classe trabalhadora, das comunidades e periferias, tanto contra a violência do crime quanto do Estado; o combate a todas as formas de opressões (machismo, racismo, LGTBIfobia, xenofobia e o capacitismo).

Por fim, chama a construção de uma alternativa à classe trabalhadora, de oposição de esquerda e socialista à extrema direita e ao governo Lula: “a extrema direita representa uma saída reacionária que busca aprofundar a exploração, retirar mais direitos, reprimir a organização popular e governar pela força. Mas também é preciso dizer a verdade: o governo Lula não representa uma alternativa para romper com esse sistema”.

 

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