Delma Nascimento

Eu ajudo mulheres no renascimento. Há anos é isso que eu venho fazendo como missão de vida, estendo a mão para quem precisa reconstruir a própria vida depois da dor. E foi nessa escuta diária que eu aprendi a fazer a pergunta que incomoda. Quem cuida de quem sempre cuidou? Quem escuta a mulher idosa? Quem é paciente e carinhoso com essa mulher de mais de sessenta anos? Quem enfrenta o etarismo que a torna invisível? Quem combate as violências que tantas vezes a atingem em silêncio? Quem reconhece a sua experiência, a sua sabedoria e o seu direito de continuar sonhando, trabalhando, amando, participando e ocupando espaços de decisão?
Foi por essas mulheres que eu decidi dar mais um passo. Com orgulho, responsabilidade e compromisso, anuncio minha pré-candidatura a deputada federal pelo PSOL. Eu sou uma mulher 60+. Uma mulher que cuidou. Uma mulher que ainda sonha. Uma mulher que acredita que envelhecer não é desaparecer nem abandonar seus desejos reais. Envelhecer é resistir. É florescer.
Foi por essas mulheres que decidi dar mais um passo. Com responsabilidade e compromisso, anuncio minha pré-candidatura a deputada federal pelo PSOL. Sou uma mulher 60+. Uma mulher que cuidou. Uma mulher que ainda sonha. Uma mulher que acredita que envelhecer não é desaparecer nem abandonar seus desejos. Envelhecer é resistir, é florescer.
Essa é uma campanha de construção coletiva e fortalecimento da participação política das mulheres brasileiras, latinas e de todo o mundo. Mulheres de diferentes trajetórias, cores, crenças, profissões e histórias de vida. Mulheres que acreditam que a democracia se fortalece quando mais vozes são ouvidas e se unem como um enxame. Mulheres comprometidas com a defesa da vida, dos direitos humanos, do combate ao racismo, ao preconceito, à violência e a todas as formas de exclusão. Mulheres vivas, com muita vida, que cuidaram de filhos, netos, pais, maridos, amigos, comunidades, escolas, hospitais, igrejas, movimentos sociais e instituições. Eu sou uma delas.
Evidentemente, os homens que reconhecem e sentem a necessidade da nossa representação na política nacional são bem-vindos para somar conosco.
Não chegamos até aqui para assistir à história. Chegamos para escrevê-la. O nosso gênero, tantas vezes tratado como sinônimo de fraqueza, já se provou uma fortaleza para toda a humanidade. A idade não nos retirou a voz; deu-nos a coragem de usá-la.
E agora é que são elas. E eu sou uma delas.
Levarei para o centro do debate o que não pode mais ficar à margem: o envelhecimento com dignidade, o combate ao etarismo, a valorização do cuidado, os direitos das mulheres, o enfrentamento das violências, a defesa da democracia, da justiça social e da dignidade humana. Porque a mulher idosa ainda sonha, ainda deseja, ainda quer ocupar espaços de decisão. E eu estou aqui para abrir essas portas com elas e por elas.
Apoie e participe dessa vaquinha para que nossa campanha faça jus à força que temos. Sua doação vai para panfletos nas mãos certas, para adesivos, para impulsionamento nas mídias sociais que vão ecoar nas redes que envelhecer não é desaparecer. Esse dinheiro irá colaborar com as rodas de conversa com idosas em diversas regiões e vai para a construção de uma campanha limpa, feminista, antietarista.