Ailton Lopes

O amor convoca! Essa jornada que temos feito até aqui tem a ver com o profundo sentimento de amor pela humanidade e a natureza de que somos parte e vontade de mudar o mundo.
E um dos espaços para mudar as sociabilidades é a nossa cidade, ainda profundamente desigual, uma metrópole no nordeste do Brasil, que consegue conviver com poucas áreas de enorme poder econômico e para onde vai a maior parte dos recursos públicos.
Enquanto nas áreas mais populosas, onde vive a maioria do nosso povo e tidas como periféricas, o orçamento e a política pública quando chega é muito insuficiente.
O termo periférico também é uma construção que demonstra o lugar que o planejamento desigual de uma cidade destina a algumas regiões, em termos sociais, econômicos e políticos.
É isso que a gente se propõe a mudar. Em coletivo.
E quero aqui convocar cada um e cada uma a se somar com a gente nessa jornada de lutas, sonhos e realizações!
Porque só vale a pena se for com paixão!
A vida nem sempre é fácil. Mas a gente faz ela bonita no afeto, no amor, na luta e na solidariedade.
Assim é nossa luta como trabalhador, como trabalhadora.
Foi na luta que criei coragem de assumir minha sexualidade com a mesma bravura - sem perder a ternura - com que lutava (e luto) em defesa da educação pública e dos direitos nossos como trabalhadores e trabalhadoras.
Foi no afeto que conquistei o amor de meus pais numa sociedade que havia inculcado a lgbtfobia na cabeça e sentimento deles.
E a vida é assim. Não é fácil. É carregada de emoções.
E o que a gente faz é em coletivo, pegado nas mãos e tocado/a/e nos corações.
É isso que dá sentido à vida, que dá sentido à luta: o amor verdadeiro por ver um mundo justo.
É por isso que a gente ocupa terra e derruba cerca, ocupa as universidades e transpõe fronteiras, ocupamos as ruas e erguemos nossas bandeiras, sonhamos e somos capazes de voar!
O que a gente quer dinheiro não compra!
*O que a gente quer é felicidade!*
Foi sempre por isso.
Sempre por isso. Quando participei de grupos na pastoral de juventude católica.
Quando entrei no movimento estudantil.
Quando ingressei no movimento sindical.
Quando assumi a luta LGBT.
E tantas outras lutas onde sempre seguiremos estando.
A paixão que une no fio da história a luta de quem veio antes de nós que nos garantiu chegar até aqui e a utopia de um futuro justo ainda por vir.
*E agora, mais uma vez, serei candidato a vereador.*
Gay, cristão e trabalhador.
Não pela pequena política miúda, não por uma conta eleitoral.
Mas a *serviço das causas que sempre nos moveram*.
Pois são as *causas que nos movem e as lutas que nos significam.*